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Dia das Crianças: 7 cuidados com a saúde infantil que fazem diferença o ano inteiro

09/10/2026 · Giulia Rafaella - Agille Medicamentos

Dia das Crianças: 7 cuidados com a saúde infantil que fazem diferença o ano inteiro

O Dia das Crianças costuma ser marcado por presentes, passeios e momentos em família. Mas a data também pode servir como um lembrete de algo que acompanha os pequenos todos os dias: o cuidado com a saúde.

A infância é uma fase de crescimento intenso, descobertas e desenvolvimento físico, emocional e social. Por isso, cuidar da saúde infantil vai muito além de procurar atendimento quando a criança está doente.

Vacinação, alimentação, sono, brincadeiras, consultas de rotina e atenção ao desenvolvimento fazem parte de um acompanhamento que pode ajudar a identificar alterações mais cedo e contribuir para uma infância mais saudável.

A seguir, reunimos sete cuidados importantes para pais e responsáveis manterem durante todo o ano.

1. Mantenha as consultas de rotina em dia

Mesmo quando a criança parece saudável, o acompanhamento periódico com profissionais de saúde continua sendo importante.

Nas consultas de rotina, são avaliados aspectos como crescimento, peso, altura, desenvolvimento, alimentação, vacinação e possíveis fatores de risco. O Ministério da Saúde recomenda acompanhamento regular desde os primeiros dias de vida e, a partir dos dois anos, consultas de rotina pelo menos uma vez ao ano, de acordo com as necessidades de cada criança.

Essas consultas também são uma oportunidade para que pais e responsáveis tirem dúvidas sobre comportamento, sono, alimentação, desenvolvimento e outros cuidados do dia a dia.

Além disso, vale acompanhar os registros na Caderneta da Criança, disponível nas versões física e digital, que reúne informações sobre crescimento, vacinação, desenvolvimento e histórico de saúde. 

2. Confira se as vacinas estão atualizadas

A vacinação é uma das principais medidas de proteção durante a infância.

O Calendário Nacional de Vacinação reúne diferentes imunizações indicadas de acordo com a faixa etária. Manter as doses em dia ajuda a proteger a criança contra doenças que podem causar complicações importantes.

Como algumas vacinas exigem mais de uma dose ou reforços ao longo dos anos, é importante consultar regularmente a caderneta e seguir as orientações do serviço de saúde.

Atualmente, os responsáveis também podem acompanhar o histórico de vacinação e as próximas doses pela Caderneta Digital da Criança, disponível no Meu SUS Digital. 

3. Cuide da alimentação sem transformar a refeição em uma batalha

Construir uma relação saudável com a comida começa ainda na infância.

Uma alimentação equilibrada, variada e adequada à idade contribui para o crescimento e o desenvolvimento da criança e ajuda na formação de hábitos que podem permanecer durante a vida adulta.

Frutas, verduras, legumes, feijões, cereais, proteínas e alimentos preparados em casa podem fazer parte da rotina, sempre considerando a faixa etária e as necessidades individuais.

Mais do que exigir que a criança “limpe o prato”, vale estimular o contato com diferentes alimentos, respeitar sinais de fome e saciedade e transformar a refeição em um momento tranquilo.

Quando existem dificuldades persistentes para comer, perda de peso, restrições importantes ou dúvidas sobre o crescimento, o ideal é buscar avaliação profissional.

4. Sono também é cuidado com a saúde

Dormir bem não serve apenas para recuperar as energias.

O sono participa de processos importantes relacionados ao crescimento, memória, aprendizado, comportamento e bem-estar. Por isso, horários muito irregulares, noites mal dormidas ou dificuldade frequente para adormecer merecem atenção.

Algumas atitudes podem ajudar a criar uma rotina mais tranquila:

  • manter horários relativamente regulares para dormir e acordar;
  • reduzir estímulos próximo da hora de dormir;
  • evitar o uso prolongado de telas à noite;
  • criar um ambiente confortável e adequado para o descanso.

A quantidade de sono necessária varia de acordo com a idade, por isso não existe uma regra única para todas as crianças.

Se houver roncos frequentes, pausas respiratórias durante o sono, despertares constantes ou sonolência excessiva durante o dia, é importante conversar com um profissional de saúde.

5. Brincar e se movimentar também fazem parte do desenvolvimento

Para uma criança, brincar não é apenas diversão.

As brincadeiras ajudam no desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social. Correr, pular, desenhar, montar objetos, inventar histórias, brincar ao ar livre e interagir com outras crianças são experiências importantes durante a infância.

O Ministério da Saúde destaca que a criança deve ter oportunidade de brincar, aprender e viver em um ambiente saudável e afetivo, já que essas experiências participam diretamente do desenvolvimento.

Por isso, sempre que possível, é interessante equilibrar o tempo em frente às telas com atividades físicas, brincadeiras e convivência com outras pessoas.

Não é necessário preencher cada momento da rotina com atividades estruturadas. O brincar livre também tem valor.

6. Não deixe a saúde bucal para depois

O cuidado com os dentes começa cedo.

Criar o hábito da higiene bucal durante a infância ajuda a prevenir cáries e outros problemas que podem causar dor, dificuldade para comer e necessidade de tratamentos odontológicos.

Além da escovação adequada para cada idade, o acompanhamento odontológico permite avaliar o desenvolvimento dos dentes e orientar os responsáveis sobre os cuidados necessários.

A saúde bucal também faz parte das informações acompanhadas pela Caderneta da Criança e deve ser considerada dentro do cuidado integral com a infância.

Quando a criança ainda é pequena, a participação e a supervisão de um adulto durante a escovação são especialmente importantes.

7. Prevenir acidentes também é cuidar da saúde

Quedas, queimaduras, intoxicações, engasgos e outros acidentes podem acontecer rapidamente, muitas vezes dentro de casa.

Por isso, o ambiente precisa acompanhar cada fase do desenvolvimento da criança.

Produtos de limpeza, medicamentos e objetos pequenos, por exemplo, devem permanecer fora do alcance. Janelas, escadas, tomadas, piscinas e locais com risco de queda também exigem atenção.

Um ponto especialmente importante envolve os medicamentos: eles devem ser armazenados em local seguro e nunca apresentados para a criança como se fossem doces ou balas.

Também não é recomendado administrar medicamentos por conta própria ou utilizar doses indicadas para outra pessoa. Em crianças, fatores como idade, peso, diagnóstico e apresentação do medicamento podem interferir na orientação adequada.

A prevenção de acidentes é uma das áreas de cuidado destacadas pelo Ministério da Saúde para acompanhamento durante a infância. 

Fique atento também ao desenvolvimento da criança

Nem todas as crianças aprendem, falam, andam ou desenvolvem novas habilidades exatamente no mesmo momento.

Ainda assim, acompanhar os marcos do desenvolvimento é importante.

Mudanças na interação, dificuldades persistentes de comunicação, perda de habilidades que a criança já possuía ou preocupações relacionadas à visão, audição e aprendizagem merecem ser conversadas com profissionais de saúde.

Pais e responsáveis convivem diariamente com a criança e muitas vezes são os primeiros a perceber quando alguma coisa parece diferente.

A Caderneta da Criança também possui informações e registros relacionados aos marcos do desenvolvimento, ajudando nesse acompanhamento ao longo da infância. 

Cuidar também está nas pequenas rotinas

Nem todo cuidado com a saúde infantil precisa acontecer dentro de um consultório.

Preparar uma refeição, acompanhar uma vacina, ajudar na escovação dos dentes, guardar corretamente os medicamentos, brincar junto ou perceber uma mudança no comportamento também são formas de cuidado.

Neste Dia das Crianças, além de celebrar a infância, vale aproveitar para conferir como estão esses pequenos hábitos.

Porque presentes fazem parte da data. Cuidado, atenção e presença fazem diferença durante o ano inteiro.

Aviso importante

Este conteúdo possui caráter informativo e não substitui consulta ou orientação de profissionais de saúde. O acompanhamento infantil e as recomendações de alimentação, vacinação, medicamentos e outros cuidados devem considerar a idade e as necessidades individuais de cada criança.